Violência contra a mulher e seu impacto na sociedade

A violência contra mulheres é uma violação grave dos direitos humanos. O impacto deste ato traz consigo múltiplas consequências físicas, sexuais e mentais imediatas ou a longo prazo para mulheres de todas as idades, incluindo a morte.

A violência não só tem consequências negativas para as mulheres, mas também para as suas famílias, a comunidade e o país em geral. Este tipo de violência, provoca uma aumento das despesas médicas e legais,  perdas de produtividade, impactando o orçamento  e o desenvolvimento de um país.

Décadas de mobilização pela sociedade civil e movimentos de mulheres colocaram o fim da violência baseada em gênero no topo das agendas nacionais e internacionais. Um número sem precedentes de países,  tem leis contra a violência doméstica, agressão sexual e outras formas de violência. No entanto, os desafios permanecem na implementação dessas leis, limitando o acesso de mulheres e meninas à segurança e à justiça.

Estima-se que 35% das mulheres em todo o mundo tenham sofrido violência física ou sexual por parceiro íntimo ou sexual por um não parceiro (não incluindo assédio sexual) em algum momento de suas vidas.

Alguns estudos nacionais referem que a maioria das mulheres que sofrem  violência física e / ou sexual o ato é praticado por parceiro íntimo e que estas mulheres apresentam taxas mais altas de depressão, abortamento e contaminação por HIV, em comparação com mulheres que não sofreram.

Pesquisas referem que homens que testemunharam seus pais usando violência contra suas mães, e homens que sofreram alguma forma de violência em casa quando crianças, são significativamente mais propensos a relatar violência perpetrada por parceiro íntimo em seus relacionamentos.  Por exemplo, no Líbano, a probabilidade de perpetrar violência física foi mais de três vezes maior entre homens que testemunharam seus pais batendo em suas mães durante a infância do que aqueles que não o fizeram.

Estima-se que das 87.000 mulheres que foram intencionalmente mortas em 2017 no mundo, mais da metade (50.000-58%) foram mortas por parceiros íntimos ou membros da família, o que significa que 137 mulheres em todo o mundo são mortas por um membro de sua própria família todos os dias. Mais de um terço, 30.000 mulheres intencionalmente mortas em 2017 foram mortas pelo seu atual ou antigo parceiro íntimo.

Aproximadamente 15 milhões de meninas adolescentes (de 15 a 19 anos) em todo o mundo foram vítimas de sexo forçado em algum momento de suas vidas. Destes, 9 milhões de adolescentes foram vitimadas em 2016. Na grande maioria dos países, as adolescentes correm maior risco de sexo forçado por um marido, parceiro ou namorado atual / antigo. Com base em dados de 30 países, apenas um por cento procurou ajuda profissional.

Em todo mundo, um em cada três estudantes (com idades entre 11 e 13 a 15 anos) tem sido intimidados  por seus pares na escola pelo menos em um dia no mês, com meninas e meninos igualmente propensos a experimentar o bullying. No entanto, os meninos são mais propensos a experimentar o bullying físico do que as meninas, e as meninas são mais propensas a sofrer bullying psicológico, particularmente sendo ignoradas ou deixadas de lado ou sujeitas a rumores desagradáveis. As meninas também relatam ser ridicularizadas em relação a imagem corporal  mais frequentemente do que os meninos. A violência de gênero relacionada à escola é um grande obstáculo para a escolarização universal e o direito à educação para meninas.

Vinte e três por cento de jovens universitárias relataram ter sofrido agressão sexual ou conduta sexual imprópria em uma pesquisa realizada em 27 universidades dos Estados Unidos em 2015. As taxas de notificação destas meninas a funcionários do campus, policiais ou outros agentes, variaram de 5% a 28%, infelizmente.

Uma em cada dez mulheres na União Europeia relatou ter sofrido assédio cibernético partir dos 15 anos de idade (incluindo e-mails ou mensagens SMS sexualmente explícitos e indesejados, ou avanços ofensivos e inapropriados em sites de redes sociais). O risco é maior entre mulheres jovens entre 18 e 29 anos de idade.

Fonte:

http://www.unwomen.org/en/what-we-do/ending-violence-against-women/facts-and-figures

http://www.unwomen.org/en/what-we-do/ending-violence-against-women/facts-and-figures

https://www.womenshealth.gov/relationships-and-safety/effects-violence-against-women

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