Novo estudo sugere eficácia de luz alternativa na identificação de lesões em vítimas de violência

Atualmente, a detecção e o diagnóstico de hematomas são identificados pela visão, sob luz regular, o que na maioria das vezes dificulta a visualização de hematomas nas vítimas de violência, dependendo da cor da pele e do tempo da lesão.

Este fato faz com que, indivíduos com tons de pele mais escuros apresentam uma desvantagem significativa na identificação adequada, bem como a documentação das lesões. Isso pode ter um impacto significativo nos resultados periciais das vítimas de violência.

Os hematomas é um dos tipos mais comuns de lesões de tecidos moles observados nas vítimas de violência, incluindo violência por parceiro íntimo, agressão sexual, abuso infantil e abuso de idosos. Tais lesões são geralmente causadas por traumatismo contuso, de compressão ou força de compressão, resultando em vasos sanguíneos danificado.

Lesões, como as de estrangulamento, podem afetar significativamente os resultados clínicos se não forem detectadas de forma efetiva.

Para enfrentar os desafios da detecção de hematomas, um grupo de pesquisadores conduziram um estudo de controle randomizado com 157 participantes para testar a eficácia de uma fonte de luz alternativa na detecção de hematomas em comparação à luz branca comumente usada. Eles também avaliaram o impacto da cor da pele, idade, sexo, gordura localizada e modo de lesão na detecção de hematomas. Eles descobriram que o uso de luz alternativa era cinco vezes melhor na detecção de hematomas nas vítimas em uma variedade de tons de pele do que na luz branca. Como luz alternativa foi utilizado um dispositivo de luz de comprimento de onda múltiplo (Handscope ®Xenon HSX-5000; Horiba, Piscataway, NJOs). Os resultados do estudo foram publicados no Journal of Forensic Sciences.

Esse estudo é de suma importância, a medida que as taxas de violência doméstica disparam em todo o mundo durante a pandemia do COVID-19, se faz necessário formas inovadoras de capturar seus efeitos sobre as vítimas. A luz alternativa pode ser a ferramenta para enfrentar a disparidade na detecção de hematomas em diversas populações.

A luz alternativa melhora a capacidade do observador de ver hematomas. É necessário  implementar essa tecnologia no atendimento de vítimas de violência que sofreram trauma físico, mas somente após o desenvolvimento e a avaliação das diretrizes baseadas em evidências “.

O pesquisador chefe deste estudo,  Scafide,  adverte que a luz alternativa pode detectar contusões, mas ainda não deve ser usada para diagnosticar contusões, porque outras lesões na pele (por exemplo, cicatrizes, hiperpigmentação) podem parecer semelhantes quando vistas usando esta tecnologia. A luz alternativa deve ser interpretada apenas em conjunto com o histórico de lesões e outros achados da avaliação física.

Fonte:

https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/1556-4029.14294

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